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Doce Colonial produzido em Morro Redondo poderá se tornar patrimônio do país

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Nesta quarta-feira (7) uma ação promovida pela Associação dos Empreendedores de Turismo de Morro Redondo, recebeu diversas instituições da Região que trabalham para que o município seja reconhecido nacionalmente pela sua produção de doces colonias.

Um encontro no Centro de Eventos Valdino Krause marcou uma nova e decisiva etapa no processo para que os tradicionais doces da região se transformem em patrimônio imaterial do Brasil. O trabalho conduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), precisa agora passar pelo parecer de uma relatoria em Brasília/DF.

Durante o ato que oficializou a nova fase do processo, diversos segmentos puderam relatar as suas participações e experiências que foram fundamentais para o resgate das histórias e saberes do doce colonial local.

Para o presidente e vice respectivamente da Associação dos Empreendedores de Turismo, Luiz Neumann e Pedro Vieira, resgatar a tradição e a atividade da região doceira é fundamental também para o turismo rural da região.

Ações promovidas pela Museu Histórico da cidade, através do “Café com Memórias” – projeto de extensão da UFPel – foram uma das primeiras atividades que deram início ao resgate das histórias, culturas, e gastronomia da cidade. Para o professor da Universidade Federal de Pelotas Diego Ribeiro, o bem mais precioso do Museu hoje não são os objetos, mas a memória e a cultura do lugar. “Somos colaboradores e parceiros desta tradição dos doces coloniais”, disse Ribeiro.

João Carlos Costa Gomes da Embrapa, citou o trabalho realizado pela instituição que apoia o trabalho voltado para a gastronomia da região, intensificando a importância da valorização do doce colonial e seu saber fazer. “Resgatar a auto-estima das pessoas e garantir a mobilização de mudanças na renda local, efetivando a comercialização dos produtos são algumas das preocupações e motivações dessas pesquisas e incentivos da nossa instituição”, comentou.

Para Adriane Lobo da Emater, a efetivação do Roteiro Turístico Morro de Amores com diversos empreendimentos em funcionamento e a criação de agroindústrias estão dando um grande resultado na economia do município, e a produção do doce tradicional também tem sido incentivada e resgatada pela própria Emater. “Para nós Morro Redondo é um município da agricultura familiar, e nosso trabalho é apoiar o desenvolvimento seja do turismo rural ou também dos programas de agroindústria através do trabalhado de licenciamento, rotulagem e confecção dos produtos”, explicou.

Já para o prefeito municipal Diocélio Jaeckel, incentivar essas atividades é fundamental para o município. “Em 2017 o roteiro Morro de Amores injetou mais de R$ 500 mil na economia local, com uma média de mais de 12 mil turistas que visitaram nossas propriedades, isso é muito importante e precisa ser valorizado”, comentou.

Encerrando o encontro, o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto, Hermano Guanais Queiroz explicou como se dá o processo de registro de um bem imaterial, reiterando a importância de todos os envolvidos. “Se consolidado o doce colonial como um patrimônio do país, um série de acordos deverão ser cumpridos entre os produtores, o município e também a união.  “Esse registro se tornará um pacto da união com todos os envolvidos para que este bem (o doce) seja de fato preservado”, explicou.

Após o encontro uma comitiva liderada pela assessora parlamentar do Deputado Estadual Pedro Pereira, e integrante da Associação de Turismo Angelica B.dos Santos, visitou diversas propriedades que mantém a produção de doce colonial.

A conclusão do processo deverá contar com a presença de representantes de Morro Redondo e do IPHAN em Brasília até o fim do mês de abril, onde o parecer do registro será lido pela representante do Conselho Consultivo do Iphan, Márcia Sant’anna, que esteve presente no encontro e nas visitações pelo interior do município.

Além dos citados também estiveram presentes no encontro, um dos articulares do projeto o pesquisador de Antropologia Daniel Vaz Lima, os vereadores Luis Fernando Soares, Marcio Zanetti, Silvia Wahast e Thiarles Schneider, secretários municipais, departamento de Meio-Ambiente e Vigilância em Saúde, Associação Amigos da Cultura, diretores escolares e Associação de Produtores Rurais.

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(Fonte da Notícia e Imagens: Redação da http://www.morroredondoonline.com.br/index.php/doce-colonial-produzido-em-morro-redondo-podera-se-tornar-patrimonio-do-pais/) 

 
 
 
 
 

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